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“Adinkra, meu pai” fala das tradições africanas, de magia e do amor por um ente querido

O livro tem autoria e ilustração de Joaquim de Almeida pela editora Salamandra
Por: Redação |  Foto: Divulgação |  Data: 14 de Maio 2018
“Adinkra, meu pai” fala das tradições africanas, de magia e do amor por um ente querido

Despedir-se de alguém não é tarefa fácil. Quando damos adeus a alguém especial, não conseguimos expressar em palavras o sentimento após a partida. Para retratar esse doloroso processo de despedida e o amor entre pai e filho, o autor e ilustrador Joaquim de Almeida se utiliza de um conjunto de símbolos ideográficos africanos no livro "Adinkra, meu pai...", publicado pela Editora Salamandra.

Após acordar com uma estranha sensação, o filho vai em direção a casa do pai, mas o encontra desfalecido. Enquanto espera pelos irmãos para enterrar o seu genitor, o personagem adormece e acorda surpreso com pegadas e vestígios de diferentes animais ao redor da propriedade. Um a um, o búfalo, a zebra, o crocodilo, o elefante, a hiena, o macaco, o abutre, o guepardo e o adax bateram na porta, e, estranhamente, começaram a falar, avisando que vieram prestar homenagem ao morto.

Cada um deles passou a rabiscar figuras obscuras no quintal e que eram símbolos adinkras, ideogramas que trazem provérbios dos povos acã, da África Ocidental. Logo, o rapaz começou a se lembrar que tais desenhos eram idênticos aos que seu velho fazia toda vez que eles se despediam, e assim pode entender tardiamente o significado de tudo aquilo que seu pai lhe falava por meio dos rabiscos. Assim, teve certeza do tamanho do amor que sentia por seu pai e vice-versa.adinkra meu pai

A obra tem como base, um conjunto de 80 ideogramas denominado Adinkra. Seu conteúdo destaca os aspectos da história, da filosofia e dos valores dos povos africanos. Estampados nos tecidos, os adrinkras são usados em ocasiões fúnebres ou em festivais de homenagem, já que a palavra também tem o significado de "adeus".

Além de retratar o amor, entre pai e filho, a obra mostrará aos jovens leitores um pouco mais sobre as tradições africanas, e permitirá conhecer que o modelo de escrita dessa parte do continente não se baseia somente na tradição oral, ideia erroneamente difundida pelo senso comum. O livro está recheado de belas ilustrações policromáticas em aquarela do próprio escritor, que trazem vida aos personagens. R$ 48.

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