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O futuro da moda é sustentável

Cada vez mais marcas devem pensar na reciclagem e na sustentabilidade
Por: Claudia Garcia |  Foto: Divulgação |  Data: 19 de Fevereiro 2018
O futuro da moda é sustentável

Calçados da coleção exclusiva em parceria com a Insecta, marca de sapatos veganos, e a Innovativ, tecelagem responsável pelo desenvolvimento dos tecidos, feitos com o fio Amni Soul Eco, da Rhodia.

Mesmo que o debate sobre a sustentabilidade na moda tenha ganhado força nos últimos anos, ainda é longo e desafiador o caminho que pode nos levar a mudar a triste realidade de ser a segunda indústria mais poluente do planeta, atrás apenas do petróleo.

Além de uma cadeia produtiva altamente poluente, o surgimento e o sucesso das fast fashion agravaram ainda mais a situação. O conceito de moda rápida acelerou criação, produção, consumo e, consequentemente, a produção de lixo no mundo todo.

Entre as tendências apontadas pelo relatório do Bof-McKinsey Global Fashion Survey para 2018, a sustentabilidade com credibilidade parece ser a mais urgente. Espera-se que o conceito de sustentabilidade na moda deixe de ser apenas iniciativas de marketing e passe a integrar o sistema de planejamento das empresas, onde os princípios da economia circular façam parte da cadeia de valor. Cada vez mais marcas de moda devem pensar na reciclagem e na sustentabilidade, desde o estágio da fibra de suas matérias primas, com investimentos em tecnologias de inovação e eficiência, até uma atitude de transparência com compromissos éticos genuínos.

sapato vegano

No Brasil, a indústria química Rhodia acaba de lançar uma versão do seu fio de poliamida biodegradável, o Amni Soul Eco, para uso em calçados. Com isso, o mercado de moda sustentável pode dar um salto importante na produção de peças ecologicamente corretas. Segundo a empresa, a fibra demora menos de três anos para se decompor em contato com microrganismos de aterros sanitários, um avanço tremendo se comparado a um sapato feito com fibras de poliuretano, o mais utilizado atualmente e que pode levar 300 anos para se degradar.

Cabe a nós, consumidores, fazer escolhas mais conscientes na hora de comprar. Pequenos fabricantes, brechós, bazares e marcas que produzem de forma ética são alternativas facilmente encontradas e que devemos apoiar. O caminho é longo, mas podemos começar a fazer a nossa parte nessa história.

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