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Sandra de Sá: “Frequento estádio desde os meus seis anos de idade”

Numa conversa descontraída a cantora fala de sua trajetória profissional e pessoal
Foto: Reprodução |  Data: 30 de Março 2015
Sandra de Sá: “Frequento estádio desde os meus seis anos de idade”

 

Sandra Cristina Frederico de Sá, nascida e criada no subúrbio do Rio de Janeiro, flamenguista roxa e assumida, frequenta estádio e adora a companhia de seus amigos. Têm em seu currículo parcerias musicais invejáveis, incluindo o mestre da MPB, Tim Maia.

"Cumadre" de Cazuza tem um filho que é ator e apresentador, possui um timbre vocal muito peculiar, com isso se tornou a Aretha Franklin brasileira, ou até mesmo o Tim Maia de saias. Na adolescência frequentava bailes de soul, samba e gafieira. A batucada está no seu sangue e na sua alma, neta de cabo-verdiano, essa negra veio e fincou suas raízes em solo brasileiro. Assim é Sandra de Sá.

Confira entrevista exclusiva com a diva do soul:

Portal Pepper: Como é ser considerada a Aretha Franklin brasileira?
Sandra de Sá: Ainda bem. Rola um Moreira da Silva, Ben Jor, Aretha Franklin, Etta James, até um Tim Maia me comparam, rola de tudo.

PP: Como foi crescer no subúrbio carioca e cativar todo o Brasil?
SS: Cara. Realmente não sei. Deus dá uma missão pra gente, à gente tem que correr atrás, chegar junto e cumprir nossa missão. Se a gente pensa assim a gente trilha um caminho bacana.

PP: Você fez dueto com o eterno Tim Maia com a música Vale Tudo. Tremeu na base ao ter que encarar um monstro da música popular brasileira?
SS: Tremi mais na base quando ele me mandou a música. Depois quando a gente foi para o estúdio a gente já tinha conversado muito e rolou uma amizade bacana. Mas sempre tem tremedeira quando você está cantando com alguém que é ídolo seu, sempre vai rolar um tremelique.

PP: Você abandonou a faculdade de Psicologia, pois na mesma época estourou como compositora. Foi nesse momento que o país te conheceu?
SS: Não, não. Foi ai que eu me conheci. Faltava um semestre pra completar, tentei voltar algumas vezes e não consegui concluir. E agora estou pensando em fazer faculdade de Antropologia, foi até melhor essas andanças todas que me interessei. Depois vou voltar pra Psicologia, em seguida Zoologia, vou estudar tudo. Quando você estuda Antropologia, você estuda a humanidade e o habitat natural desta humanidade, e eu estou me amarrando nisso.

PP: Seu filho, Jorge de Sá tem o cantor Cazuza como padrinho. Como era sua amizade com ele?
SS: Era uma amizade ao ponto de dar seu filho para ele batizar. Sabe uma parada assim. Primeiro eu conheci a Lucinha, depois eu conheci o Cazuza, em seguida o João. Somos uma família até hoje.

sandra de sá e cazuza

PP: Na imprensa é divulgado que você não gosta de falar sobre o pai do seu filho. Por quê?
SS: É mesmo, quem falou isso? Quem falou isso é um bando de maluco, vagabundo que gosta de falar sem saber o que está falando. Vagabundo tem que mandar uma. Eu falo o nome dele é Tom Saaga, é isso, compositor das músicas 'Quero ver você dançar' e 'Guarde minha voz', é pai do meu filho, e se ele me autorizar dou endereço e telefone [risos] a gente dá tudo e você divulga pra todo mundo [muitos risos].

PP: Mudando de assunto. Como foi se apresentar no Rock in Rio?
SS: O Brasil é isso assim, uma mistura. Participei em Lisboa também. Foi incrível.

PP: A critica sempre fala bem de suas apresentações no Rock in Rio.
SS: É bicho, não tem outro jeito [gargalhadas].

PP: Você já fez inúmeras aparições em teatro e na televisão atuando. Sonha em ser atriz?
SS: Eu não, eu sou atriz [risos]. Falei de sacanagem. Eu acho que todos nós somos atores e atrizes, a partir do momento que faço uma minissérie, um filme, estamos atuando. Estou desde Armação Ilimitada.

PP: Você é fanática pelo Flamengo. Frequenta estádio?
SS: Pô, cara! Frequento estádio desde os meus seis anos de idade, mais ou menos uns cinquenta anos que frequento estádio. Quando os jogos são no Maracanã vou mais, mas quando é no Engenhão, não curto muito. Mas, Mengão tá jogando eu tô junto.

PP: Porque você não gosta do Engenhão?
SS: É muito ruim aquele estádio, não dá pra ver direito, é pequeno. Você não tem ângulo direito, é muito ruim. No Maracanã você vê o jogo em qualquer ângulo e perfeitamente, lá no outro é muito esquisito.

PP: Qual sua maior alegria e sua maior decepção?
SS: Pô, cara! Minha maior alegria é meu filho, minha família, minha vida, as pessoas que eu amo ao meu redor, meus amigos junto de mim. E decepção, nem lembro.

PP: O Brasil hoje pra mim é...
SS: Como sempre, tudo.

 

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