Portal Pepper

Cássio Scapin: “Castelo Rá-Tim-Bum foi uma experiência genial”

O ator fará parte da nova novela da Rede Record “Escrava Mãe”
Foto: João Caldas |  Data: 09 de Março 2015
Cássio Scapin: “Castelo Rá-Tim-Bum foi uma experiência genial”

Cássio Luiz de Souza Scapin, nacionalmente conhecido como Cássio Scapin, com 50 anos de vida, esse ator paulistano multifacetado deu vida a inúmeros personagens marcantes, históricos e infantis.

Quem não se lembra do eterno Nino, garoto de 300 anos que morava num castelo com sua tia-avó a Bruxa Morgana e seu tio Dr. Victor. O personagem marcou a carreira do ator e muitas gerações de telespectadores.

Além de ator, Cássio é produtor teatral, se conectou com o mundo virtual e como todo paulistano de raiz possui o samba no pé.

Portal Pepper: Seu personagem mais marcante foi o "Nino" do seriado Castelo Rá-Tim-Bum, como foi interpretar ele, e como o público te vê após anos da existência dele?
Cássio Scapin: Castelo foi uma experiência genial, que raramente um ator tem a oportunidade de vivenciar, éramos todos atores de teatro em São Paulo, que pudemos fazer teatro na televisão.

PP: Você ainda mantem contato com os outros atores do Castelo Rá-Tim-Bum?
CS: Ocasionalmente tenho contato mais com a Rosi Campos [Bruxa Morgana], às vezes com Luciano Amaral [Pedro], Sergio Mambertti [Dr. Victor], mas cada um tem seguido seus caminhos então é raro nos encontrarmos.

cassio nino

PP: Você interpretou um lobisomem na novela Mutantes na Rede Record, essa novela foi uma forsação de barra pela audiência?

CS: Qualquer novela é uma busca por audiência, qual não é? Todas forçam a barra é uma característica do mercado e desse produto, por que com aquela seria diferente?

PP: Além de ator você é diretor teatral. Quais espetáculos já dirigiu?
CS: Tenho algumas direções que gosto muito. Uma Praiazinha de Areia do Caio Fernando Abreu com Ando Camargo, Diabo de Tetas do Dario Fó , Absinto de Luciana Carnielli , que também está como atriz. Gosto de dirigir.

PP: Qual o papel que você gostaria de interpretar? Quem é o ator e atriz que você se inspira ou se inspirou?
CS: Tem muitos papéis, muitos autores, que gostaria de fazer, depende do momento, do encontro com determinado personagem certo, na verdade não planifico muito isso. O Paulo Autran, foi uma referência forte, Nanini acho genial, Totó, Gasmann, Marília Pera, Fernanda Montenegro, tem uma relação enorme.

PP: Você já viveu nas telinhas dois ícones da história brasileira, Santos Dumont, em Um Só Coração, e Olavo Bilac na minissérie Amazônia. Como foram essas experiências?
CS: Olavo Bilac foi uma participação curta adoraria que tivesse sido maior. Santos Dumont foi delicioso fazer, trabalho de pesquisa intensa, me apaixonei por ele.

PP: Como surgiu a proposta pra vivenciar 'O Libertino', esse personagem que mistura humor, conduta moral, ética, sexo, amor, relações de poder?
CS: A proposta do Libertino não surgiu, eu criei! O projeto é meu, me apaixonei pelo texto excelente, e decidi montar a produção, convidei Fernanda Signorini foi minha sócia nessa empreitada, e depois o Jô Soares, que também se apaixonou pelo texto e aí ficou o excelente resultado.


cassio libertino

PP: Como é ser dirigido por Jô soares?
CS: O Jô é simplesmente genial! Homem inteligentíssimo, adorável, grande comediante, grande diretor, e ouso dizer hoje um grande amigo, adoro ele.

PP: A peça recebeu criticas positivas. O que passa em sua cabeça ao ler elogios ao espetáculo e ao seu respeito?
CS: Claro que elogios são bem vindos, mas não podemos nos deter neles, no Brasil as coisas não são acumulativas, nem elogios, nem prêmios, que já recebi alguns, então recebo os elogios e digo que bom que gostaram. Estou no caminho certo na carreira, e sigo.

PP: Você atuou travestido de mulher em "Os Mistérios de Irma Vap", como foi isso?
CS: Irma Vap foi uma delicia! O público adorava o espetáculo! Eram umas mulheres meio tortas um deboche. Era característico daquela dramaturgia. Gostaria de fazer um personagem feminino pra valer. Quem sabe um dia!

PP: Você já foi Olavo Bilac, Santos Dumont, Nietzche, Brás Cubas, O Libertino. Você que se interessa por personagens históricos ou eles correm atrás de você?
CS: Os personagens acontecem, de repente trombo com eles, me interesso pelo tema pela personalidade, pelo que eles possam significar para mim num sentido e aprendizado pessoal, acho que é isso que acontece, vou correndo atrás de aprender mais sobre a vida, e esses personagens que ensinam aparecem.

PP: Você é viciado em redes sociais?
CS: Não sou viciado em redes, fiz um Facebook por insistência do meu empresário, aliás, ele fez pra mim e me ensinou a manejar.

cassio santos dumont

 

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